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ESTÁGIO
I: CONSCIENTIZAÇÀO
CAPÍTULO
IV
A
MOTIVAÇÃO PARA PARAR DE FUMAR
O
objetivo de informar ao fumante os graves malefícios que provoca
a si mesmo e nos chamados fumantes passivos - que são os seus
entes queridos, familiares e amigos - não é o de assustá-lo
mas, sim, o de alertá-lo sobre as conseqüências maléficas do
seu ato voluntário de fumar, motivando-o a parar.
Para o fumante extrair de si mesmo esta motivação, é
preciso que compreenda a maneira pela qual o organismo é,
voluntariamente, contaminado.
Com o Método Paulatino ele aprenderá
como funciona os sistemas orgânicos da respiração, da
digestão e do circulatório ou cardiovascular, e, consciente
da maneira pela qual os malefícios são causados no organismo,
desenvolva uma vontade racional, firme e convicta para decidir-se
a parar de fumar.
Assim, com séria responsabilidade e objetivo,
limitando-nos à superfície do conhecimento científico,
procuraremos explicar o funcionamento desses sistemas e aparelhos
do organismo e a forma pela qual eles são contaminados.
1
) A RESPIRAÇÃO
a)
A finalidade da respiração:
é a de integrar o organismo do ser à atmosfera,
haurindo dela o nutriente essencial à vida, o oxigênio, O2, e
entregando a ela o dióxido de carbono, CO2.
A camada de ar que respiramos e envolve a Terra, é uma
mistura de gases onde tudo e todos estão imersos.
Ela é composta pelos seguintes gases: nitrogênio, N2
(78%); oxigênio, O2 (21%); dióxido de carbono, CO2 (0,33%);
vapor de água e outros gases nobres com quase 1% .
Através da inspiração, os seres vivos haurem do ar o
oxigênio, que será utilizado pelas células na transformação
dos alimentos ingeridos em energia, a fim de realizarem as suas
funções.
Desta combustão, a célula libera o dióxido de carbono,
que é um gás tóxico e prejudicial ao organismo quando
acumulado, através da expiração, sendo expelido do organismo
para a atmosfera.
O sistema da respiração (inspiração e expiração) é
realizado por mecanismos naturais e automáticos existentes no
organismo e comandados pelo sistema nervoso.
É um processo que permite as trocas gasosas entre as células,
a corrente sangüínea e os alvéolos, quando da utilização do
oxigênio pelas células e na eliminação do gás carbônico
produzido por elas.
Sintetizando:
1)
Ao chegar nos pulmões, o ar respirado cede o oxigênio ao
sangue e este entrega ao pulmão o dióxido de carbono a fim de
ser expelido;
2)
O sangue transporta o Oxigênio para as células que o
utilizará como combustível, a fim de que produzam a energia
necessária para cumprirem com as suas funções;
3)
Desta combustão, será gerado o gás carbônico,
que é devolvido para o sangue e, pela corrente sangüínea,
será conduzido aos pulmões a fim de que seja expelido através
da expiração.
2)
O
aparelho respiratório
É
um conjunto de órgãos que possibilita ao ser vivo a integração
com a atmosfera a fim de realizar o intercâmbio dos gases
no processo da respiração.
Os
órgãos que o constituem são os das vias aéreas e os pulmões
que se interligam: nariz, fossas nasais, laringe, faringe, traquéia,
brônquios e bronquíolos; estes, por sua vez, se infiltram nos
pulmões, terminando nos alvéolos, que são como que envolvidos
por vasos capilares, onde se processam as trocas gasosas.
Veja
na figura, as setas indicando o caminho percorrido pelo ar
inspirado:
Fig.
1
O
ar que respiramos contém bactérias, vírus, impurezas e resíduos
que estão na atmosfera poluída pelos veículos, indústrias,
produtos de consumo, etc.
Ele é inspirado para as fossas nasais e para a faringe
(que se bifurca para o esôfago), daí para a laringe, em seguida
para a traquéia, brônquios e bronquíolos que se dirigem aos lóbulos
de cada pulmão, cujo tecido suporta os alvéolos, onde ocorrerá
a hematose.
Antes de chegar aos pulmões, o ar é aquecido, umedecido e
filtrado pelas vias respiratórias aéreas para não queimar os cílios
do aparelho respiratório, cuja função é a de filtrar e limpar
o ar inspirado, a fim de que chegue fresco e puro nos pulmões.
O aparelho respiratório é o responsável pela defesa do
organismo contra o ataque de impurezas que estão no ar e que são
inaladas através da inspiração.
Além de outros mecanismos imunológicos, especificamente,
temos os pêlos nasais, que funcionam como filtros de ar e os cílios,
localizados internamente nos brônquios e bronquíolos, cuja função
é a de encaminhar permanentemente para cima, na direção
da
garganta, toda impureza que se deposita nas células ciliares, após
ser envolvida por uma secreção (catarro), que será expelida
pela tosse.
Esta secreção é produzida nos pequenos orifícios
glandulares existentes na base de cada cílio.
Veja na figura 2, as células ciliares na sua função de
"varrer", sempre para a garganta, as impurezas.
Imagine as conseqüências que a ausência destes
"pêlos" provocarão, ao sofrerem a queimada, causada
pela fumaça quente do cigarro.
Partículas
estranhas, sendo levadas pelos movimentos autônomos dos cílios

Fig. 2
Ao fumar, a temperatura da fumaça e do ar inalado provocará
uma verdadeira queimada nos cílios, surgindo uma espécie de
clareira, que impossibilitará as impurezas de serem varridas para
cima, não podendo ser expelida pela secreção através da tosse.
As partículas se depositarão no tecido celular que,
misturadas à secreção produzida pelas suas glândulas, formará
uma espécie de 'gosma' atada aos cílios restantes e aos 'tocos
queimados', originando a película de alcatrão (fuligem
acumulada).
Os brônquios e os bronquíolos, que são os tubos
condutores de ar, constituídos internamente por estas células,
ficarão acumulados com esta gosma que é foco de bactérias e de
infecções que provocará muitas doenças, como a bronquiolite.
É
a causa da tosse e pigarro dos fumantes.
Raramente, o fumante ativo expectora voluntariamente. O
escarro, normalmente, é forçado, principalmente pela manhã,
porque o corpo, tendo passado a noite deitado, fará com que a
secreção desça até a garganta, para ser expelida.
Com
isto, as demais pessoas que convivem com o fumante, inclusive os
vizinhos, terão de suportar o barulho nojento do escarrar forçado,
para expelir o foco de sujeira impregnada nos órgãos do aparelho
respiratório.
Não
é isto mesmo o que acontece ?
Veja que o fumante deve parar de fumar, não somente por
uma questão de saúde, mas, também, por uma questão de
dignidade. Não acha?
Não desanime, é preciso aprender a parar de fumar, isto
é, é necessário que o fumante saiba como proceder e o quê
fazer para não fumar mais.
Este Método Paulatino, lhe ensinará.
Basta você estudar e compreender o método.
3)
Os pulmões
Os pulmões são dois órgãos separados pelo mediastino,
onde está localizado o coração. De consistência esponjosa e
rosada, são revestidos, duplamente, pela pleura.
O pulmão direito possui três lóbulos; o esquerdo, dois.
O tecido pulmonar é constituído pelo tecido conjuntivo,
que suporta 300 milhões de alvéolos em cada um dos pulmões, os
vasos sangüíneos capilares e os linfáticos.
É através desse órgão que se realiza o processo mecânico
da inspiração e da expiração do ar, além do processo químico
da hematose.
Hematose é o processo químico de troca gasosa que ocorre
nos alvéolos pulmonares e consiste na purificação do sangue
venoso, tornando-o arterial. O sangue com gás carbono, ao passar
pelos alvéolos, libera o CO2 para que seja expirado, e recebe o
oxigênio, tornando-se sangue bom - arterial- que irá realizar
nos capilares, pela circulação sangüínea, a mesma troca gasosa
necessária à vida orgânica, ou seja, levará O2 e receberá
CO2, tornando-se sangue venoso encaminhando-se para o coração,
deste para os pulmões, e, assim, continuamente.
Este
mecanismo funciona da seguinte forma:
-
A hemoglobina está localizada no interior das hemáceas ou glóbulos
vermelhos, que constituem 45% do volume do sangue e é uma proteína
cuja molécula contém ferro.
-
A hemácea tem como função o transporte da hemoglobina.
-
O oxigênio une-se ao ferro e será transportado para as células
de todo o organismo.
-
As células recebem o oxigênio, que funciona como combustível,
para que se processem os alimentos.
Desta combustão celular resulta o dióxido de carbono ou gás
carbônico que é recolhido pela hemoglobina e conduzido aos pulmões
como sangue venoso, para aí ser processado o intercâmbio gasoso
com o oxigênio - CO2 x O2 - após o que, será expirado.
-
O sangue, ao passar no interior dos vasos capilares que envolvem
os alvéolos, recebe destes o oxigênio (que foi inspirado) e lhe
entrega o gás carbônico (que será expirado).
Este processo denomina-se Processo de Difusão.
A partir desta troca, o sangue com o oxigênio recebido
(sangue arterial) irá retornar do pulmão ao coração, no átrio
esquerdo, concluindo a chamada pequena circulação:
coração - pulmão - coração.
Em seguida irá para o ventrículo esquerdo, onde se
iniciará a grande circulação, que se completará com a chegada
ao átrio direito: coração
- todo o organismo - coração.
Perceba-se a importância dos pulmões: é por ele que o
sistema respiratório oxigena e elimina as impurezas que o sangue
venoso recolhe das células, purificando-o.
Inspira-se o ar, O2, e
expira-se o CO2. (figura do alvéolo 1).
Acontece, porém, que ao ingerir a fumaça do cigarro, serão
absorvidas pelo organismo, todas as substâncias nela contidas.
Este ar com a fumaça, monóxido de carbono - CO, penetra no
organismo, chega aos pulmões, onde será processado como se fosse
O2 inspirado. (figura do alvéolo 2).
Entretanto, ao invés de receber somente o O2, o alvéolo
receberá, também, o CO que, pela difusão dos gases, atravessará
a parede do alvéolo e do capilar, ingressando na corrente sangüínea.
Desta forma, o CO misturando-se ao O2 contaminará o sangue
arterial, que concluirá o seu incessante percurso de levar o oxigênio
às células. Acontece
que, neste caso, levará, também o CO, provocando os males já
conhecidos, acumulando-se, pouco a pouco,
imperceptivelmente, em todo o organismo.
Repare
como um fumante contumaz, possui uma cor azulada, meia arroxeada;
ela é provocada pelo gás carbônico.
ALVÉOLOS
Fig.
3
A importância da respiração está em levar aos pulmões
boas quantidades de oxigênio para que, na hematose, o sangue o
absorva, levando-o através do sistema circulatório a todo o
organismo: células, tecidos, órgãos, vasos..., em troca
do dióxido de carbono, CO2, que será expirado.
Assim é que, pelo sangue, acontece a oxigenação celular.
Concluindo: O ar é respirado pelo nariz, onde é filtrado
nos pêlos nasais; passa para a faringe (onde bifurca-se para o esôfago),
seguindo para a laringe e para a traquéia e brônquios, alcançando
os bronquíolos, por onde passa pela filtragem dos cílios,
encaminhando-se para os alvéolos pulmonares, que são envolvidos
pelos vasos capilares, onde se processará a hematose.
Daí em diante, os sistemas respiratório e circulatório
se conjugam; o sangue arterial iniciará a circulação sangüínea,
que irá oxigenar e purificar todo o organismo, possibilitando às
células a energia necessária para realizarem as suas funções.
Portanto,
ao ingerir a fumaça do cigarro, tanto o fumante ativo quanto o
passivo, contaminará o sangue arterial com o monóxido de
carbono, CO.
Consequentemente,
de uma maneira sutil e cumulativa, promoverá os malefícios
generalizados no organismo.
II)
A CIRCULAÇÃO
O aparelho circulatório ou cardiovascular é constituído
pelo coração e vasos sangüíneos, por onde o sangue circula.
Classificam-se
em três grupos: As
artérias, as veias e os capilares.
As
artérias são vasos que conduzem o sangue arterial, sangue bom,
oxigenado, que sai de uma das metades do coração, impulsionado,
por este, para todo o organismo.
As
veias são os vasos que conduzem o sangue venoso, sangue com dióxido
de carbono, que retorna dos órgãos à outra metade do coração
e deste, através da artéria pulmonar, é impulsionado para os
pulmões, onde será realizada a hematose:
deixará o CO2 e recolherá o O2.
Os
capilares são a continuidade das artérias e das veias; são
vasos muito finos e tênues que têm como função, a de conectar
artérias e veias, umas às outras, formando as redes de
capilares, através das quais se processará a troca gasosa, ou
seja, deixará o CO2 e recolherá o O2.
A diferença entre o sangue arterial e o sangue venoso está
na quantidade de oxigênio (O2) e de dióxido de carbono (CO2)
neles contidos:
-
No sangue arterial, temos maior densidade de oxigênio (O2);
-
No sangue venoso, temos maior densidade de dióxido de carbono
(CO2).
O sistema circulatório ou cardiovascular levará a todo o
organismo, o oxigênio e os nutrientes necessários para a
continuidade da vida, ao mesmo tempo em que recolherá os resíduos
produzidos pelas células, encaminhando-os para a rede capilar,
onde se realizará o intercâmbio gasoso (O2 x CO2).
Nas artérias, circula o sangue que sai do coração e se
encaminha para todos os órgãos do organismo, onde estão os
capilares. Nas veias,
circula o sangue venoso que sai dos capilares localizados nos órgãos,
retorna ao coração e deste é bombeado para os pulmões.
Nos capilares é realizada a troca gasosa, O2 x CO2, isto
é, o sangue arterial deixa o O2 e recolhe o CO2, tornando-se
venoso.
Este sistema divide-se na Pequena e na Grande circulação,
abaixo:
A
Pequena circulação:
Coração - Pulmão
- Coração
Através da artéria pulmonar, o sangue venoso é
transportado do coração para os pulmões, onde será purificado
nos capilares, ou seja, deixará CO2 e receberá O2;
pelas veias pulmonares retornará como sangue arterial ao
coração. A partir
deste momento, iniciar-se-á a grande circulação.
fig.
4
A
Grande circulação ou circulação maior:
Coração
- Organismo - Coração
O sangue arterial sai do coração e vai, ramificando-se,
para a região inferior e superior do organismo, pela artéria
aorta.
Na
região inferior, o sangue se encaminhará para a rede capilar dos
intestinos, fígado, rins, pâncreas, membros, etc., retornando ao
coração como sangue venoso, encaminhando-se para os pulmões.
Na
parte superior do organismo, o sangue arterial vai para os
membros, cabeça, etc., retornando como sangue venoso ao coração,
encaminhando-se para os pulmões, onde, na circulação pulmonar
ou pequena circulação, ocorrerá a hematose.
E,
assim, ininterruptamente, enquanto houver vida.
Acontece que o CO, produzido pela queima do cigarro, será
ingerido, indo aos alvéolos pulmonares, como se fosse oxigênio e
traspassará os capilares, ingressando na circulação e
percorrendo todo o organismo, causando os malefícios.
A nicotina, por ser um vasoconstritor, diminuirá o calibre
dos vasos sangüíneos, promovendo aumento da pressão arterial,
bloqueios arteriais, aneurismas, enfartes...
Vasoconstrição é a redução do calibre dos vasos sangüíneos
por contração de suas fibras musculares.
Reflita sobre as conseqüências maléficas provocadas no
seu organismo, pelo fato de no sangue arterial estar contido não
somente o O2, mas também, o monóxido de carbono que foi ingerido
pela fumaça do cigarro.
Fig.
5
III)
O APARELHO DIGESTIVO
O aparelho digestivo é constituído pelo tubo digestivo,
pelas glândulas salivares, pelo fígado (inclusive a vesícula) e
pelo pâncreas.
Por sua vez, o tubo digestivo é subdividido pelos órgãos
da boca, língua, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado
(duodeno, jejuno e íleo), intestino grosso
(ceco, cólon e reto) e pelo ânus.
O alimento é ingerido pela boca, macerado pela mastigação
e misturado com a saliva a fim de ser deglutido: da boca vai para
o esôfago, daí para o estômago e para os intestinos.
Este bolo alimentar é submetido a reações químicas pela
ação das enzimas da saliva, dos sucos gástricos, pancreáticos
e entéricos, transformando-se em substâncias que serão
absorvidas pelo sangue e levadas a todo o organismo.
Acontece, porém, que o fumante, ao ingerir a fumaça do
cigarro, fará com que todas as substâncias nela contidas, que são
micropartículas sólidas e líquidas, fiquem depositadas por onde
a fumaça passar e, durante a mastigação, serão misturadas ao
bolo alimentar e, por ele, levadas a todo o sistema digestivo,
promovendo, com o passar do tempo, os malefícios já conhecidos.
Procure observar a figura abaixo e perceba os caminhos
pelos quais os alimentos e líquidos percorrem ao ser ingeridos,
juntamente com as micropartículas e as substâncias que estão na
fumaça do cigarro.
Aparelho
digestivo
Fig.
6
IV)
A CONTAMINAÇÃO E A INTOXICAÇÃO DO ORGANISMO
O ar que respiramos caminha pelo sistema respiratório e,
relativamente, pelo digestivo, assim como na circulação sangüínea,
pelo fenômeno químico da hematose, a partir do qual o sangue
arterial conduzirá o oxigênio inspirado para todo o organismo.
A contaminação e a intoxicação ocorrerá nos fenômenos
mecânicos e químicos, quando ele recebe a fumaça do cigarro, da
seguinte forma:
1)
Mecanicamente: Pela ingestão da fumaça do cigarro, as
micro partículas sólidas e líquidas que a constituem, se
depositarão nos tecidos celulares que compõem os órgãos,
aparelhos e sistemas do organismo;
Por
serem cancerígenas e/ou tóxicas, com o tempo, provocarão as
anomalias celulares (diversos tipos de câncer):
- para uns, câncer
na boca, na língua, na garganta...;
- para outros, no abdômen, no pâncreas, na bexiga, nos
rins...;
-
para muitos, aneurismas cerebrais, abdominais, entupimento das artérias,
veias, vasos, enfartes; -
para todos, graves lesões orgânicas, psicológicas, mentais,
sociais e comportamentais; deficiência cardíaca, efisema
pulmonar, distúrbio alimentar, gástrico e hormonal, enfim,...
Veja como o simples ato de fumar afeta todos os órgãos:
| Aparelho digestivo
|
Aparelho respiratório
|
Circulação sangüínea
|
| boca
- língua - glândulas salivares
faringe (bifurca p/
laringe)
esôfago
estômago
intestinos delgado e
grosso
ânus
fígado - rins -
pâncreas |
fossas
nasais
faringe (bifurca p/
laringe)
laringe
traquéia
brônquios
bronquiolos
Pulmões |
Pequena
Circulação
(coração -pulmões - coração)
Grande circulação ou
circulação sistêmica
(coração - organismo - coração) |
|
|
|
Perceba que a ingestão da fumaça é feita de maneira
semelhante à da respiração, pela boca, em conjunto com a
inspiração do ar (tragada).
Para onde o ar e o bolo alimentar forem, a fumaça, também,
irá, levando consigo, todas as milhares de substâncias tóxicas
e cancerígenas, além da nicotina, provocando a contaminação do
organismo.
2)
Quimicamente: Quando
da troca gasosa que ocorre nos pulmões.
É o fenômeno químico da hematose, troca gasosa da molécula
do dióxido de carbono pela molécula do oxigênio, que acontece
da seguinte forma: o sangue venoso, ao passar pelos alvéolos
pulmonares, deixa o CO2, que será expirado, e recebe o O2, que
foi inspirado.
O sangue venoso, desta forma, será transformado em sangue
arterial, indo levar o oxigênio para todos os órgãos através
da circulação sangüínea.
Em resumo, o oxigênio
chega aos pulmões pela inspiração -> sangue -> coração
-> tecidos -> órgãos, e será consumido pelas células,
resultando no gás carbônico,
que seguirá -> sangue -> coração -> pulmões -> será
expirado.
Acontece, porém, que na fumaça há o monóxido de carbono
(CO), resultante da queima do cigarro, cuja molécula é
preferencial da hemoglobina, isto é, a hemoglobina que recebe o
oxigênio atrai o CO, mais do que atrai a molécula do oxigênio.
Esta atração é causada pelo processo químico da difusão.
Ao ingerir a fumaça, o CO invade os alvéolos pulmonares e
atravessa a rede capilar até a hemoglobina.
Desta forma, a função da circulação ficará
prejudicada, pois, ao invés de levar, somente, o oxigênio às células
dos tecidos e órgãos do corpo e do cérebro, levará, também, o
monóxido de carbono, a nicotina e todas as outras substâncias,
intoxicando-as.
O processo de fumar consiste na ingestão da fumaça do
cigarro, em combustão, que percorrerá a boca, narinas, olhos,
garganta, esôfago, vias respiratórias, pulmões, todo o aparelho
digestivo e circulatório, agredindo e ferindo todo o organismo
humano.
Ao percorrer esses caminhos, as substâncias contidas na
fumaça, chegam muito aquecidas aos cílios (internos aos brônquios
e bronquíolos), provocando uma "queimada" nesse filtro
natural de ar.
Entram
em contato com os alvéolos pulmonares e se depositarão,
misturando-se com a secreção (catarro), formando uma película
de alcatrão que prejudicará o funcionamento desse filtro,
deixando-o escuro por causa da fuligem acumulada.
Em conseqüência, para compensar a função dos alvéolos,
o coração será mais solicitado, despendendo maior esforço para
levar quantidades maiores de oxigênio ao organismo, sofrendo a
insuficiência cardíaca.
Além disso, ao tragar a fumaça entre 7 e 10 segundos, a
nicotina atinge as células cerebrais receptoras específicas
(neurônios) e, por serem neurotransmissores, estimularão um
derramamento de hormônio que alterará o equilíbrio hormonal
(o principal deles é a dopamina), provocando efeitos agradáveis
de relaxamento, euforia e concentração.
Adequando-se a estes estímulos constantes, as células
solicitarão, cada vez mais, maiores quantidades de nicotina para
dar a mesma resposta ao estímulo.
Estará
criada a dependência
química.
A intensidade desses estímulos nas células cerebrais, é
tão ou mais forte quanto a das outras drogas (cocaína, álcool e
morfina) porque o consumo de cigarros é constante e freqüente.
Veja abaixo:
-
Um cigarro é tragado 10 vezes:
Estimula-se 10 vezes as células e os demais efeitos
nocivos;
-
Um maço de cigarros por dia estimulará o organismo:
200
vezes/dia; 1.400 vezes/semana; 6.300 vezes/ mês; 72.000
vezes/ano...
Não
há sábado, domingo e nem feriado para o organismo descansar.
Pelo
contrário, são os dias em que mais se fuma devido às reuniões
sociais, passeios, ingestão de alcoólicos...
Repare
o condicionamento mental, psicológico e comportamental sendo
criado.
Perceba
a quantidade de substâncias tóxicas e/ou cancerígenas que está
sendo ingerida.
Sinta
o flagelo que, deliberadamente, promove em si mesmo, aquele que
fuma.
No
Brasil, anualmente, entre 80 e 100 mil pessoas morrem,
precocemente, por causa das doenças provocadas pelo tabagismo.
As conseqüências são as piores possíveis:
-
alteração dos batimentos cardíacos, do raciocínio, da visão,
do olfato, do paladar;
-
asma, aneurismas, bronquiolite, bronquite;
-
anorexia ( falta de apetite ) e deficiência nutricional;
-
rouquidão, pigarro, tosse, mau hálito, falta de ar, cansaço,
tonturas;
-
efizema pulmonar, com 80% dos casos;
-
insuficiência cardíaca, enfarto e doenças cardiovasculares, com
30% dos casos;
-
câncer nos pulmões, com 95% dos casos;
-
câncer nos rins, bexiga, esôfago, estômago, boca, laringe...
Reiteramos
que o objetivo destas informações sobre os malefícios mortais
que provoca em si mesmo aquele que fuma, não é o de incutir-lhe
medo, pois, isso o afastaria da tomada de decisão de parar de
fumar. Mas, sim, o
objetivo de conscientizá-lo de que comete contra a própria vida,
ato de morte; suicídio.
Conforme, ainda, as informações da SBPT, Sociedade
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia: mais grave se torna a
conseqüência do ato de fumar entre as pessoas, principalmente,
seus familiares, pois, os poluentes do tabaco dispersam-se
homogeneamente na atmosfera ambiente, de tal forma que os não
fumantes, distantes ou próximos dos fumantes, acabam por inalar
quantidades iguais dessas substâncias.
Desta forma, o fumante é o causador da poluição
ambiental do seu próprio lar, propiciando aos seus "entes
queridos", tornarem-se fumantes passivos, sujeitos a todas as
condições para contraírem as doenças provocadas pelo
tabagismo.
Onde está o amor pelos seus familiares?
Reflita
como é imprescindível você deixar de fumar.
Agite-se, saia da dormência mental, o esforço próprio é
necessário, liberte-se do vício.
Você é capaz!
Pense naqueles que você contamina, e, assim, encontrará
forças para superar-se.
V)
SUICIDA INVOLUNTÁRIO CONSCIENTE
É um rótulo surpreendente que se dá ao tabagista.
Demonstraremos, abaixo, tal afirmativa:
Para os fumantes que não desejam mais fumar, não
conseguindo este intento, fumam.
Este ato, apesar de ser consciente e aparentemente voluntário,
não o é.
O fumante não quer fumar (ato voluntário) mas o vício,
que é a dependência pela nicotina adicionada ao condicionamento
mental e psicológico, o obriga.
Apesar de não o querer, ele o faz, consciente, obrigado
pelo vício
(ato involuntário).
Assim, como o tabagismo é causador de tantas doenças
graves e mortais a curto, médio e longo prazo, conclui-se que
fumar seja um ato contra a própria vida, um suicídio. Como ele o
faz de uma forma consciente e obrigado pela dependência, deduz-se
que o fumante seja um
suicida involuntário
consciente.
Em função do exposto, se a sua opinião for contrária, não
dê preferência a ela. Antes,
reflita, medite, pondere e, depois, conclua...
Estas informações poderão atemorizá-lo e o medo poderá
fazê-lo fugir do dever de parar de fumar e de compreender estas
informações.
Encare de frente a sua situação e corrija-se!
Onde está a sua auto estima?
Caso a decisão de parar de fumar seja de uma só vez, ótimo;
faça-o! Se não
conseguir, faça-o através deste método que por ser de uma forma
paulatina e gradual, fazendo-o estagiar em "degraus",
para compreender e se conscientizar, com certeza, você conseguirá
largar do vício.
Os efeitos benéficos você receberá, serão imediatos.
Releia a página 12.
CAPÍTULO
V
A
INOCÊNCIA QUE O CONDUZIU AO VICIO E O COMBATE A ELE
1)
O CAMINHO PARA O VÍCIO
O fumante, na prática do vício, é estimulado por fatores
sociais externos e pela dependência química da nicotina.
No início não havia a dependência química, nem o
condicionamento psicológico e comportamental de fumar. Esta
dependência foi criada, por ele, através dos sucessivos e freqüentes
atos repetitivos de fumar.
O organismo ressentia-se em ser contaminado pelos elementos
nocivos ingeridos através da fumaça dos primeiros cigarros, e
reagia apresentando sintomas de tonturas, náuseas, ânsias,
vermelhidão nos olhos, tosse... . Apesar disso, o ingênuo
fumante, inocente dos malefícios que provocava em si mesmo,
insistia em fumar, criando a dependência química.
Durante esse período, conhecido como período de tolerância
ou de adaptação, o organismo foi adaptando-se à nova situação.
Os neurônios específicos, receptores da nicotina, adaptaram-se a
ela e estimularam a produção dos hormônios psicoativos no
organismo, causadores de sensações de bem estar e de prazer.
Devido
à característica cumulativa, as células exigem, cada vez mais,
quantidades maiores de nicotina para oferecer o mesmo nível de
satisfação, ao inibir os sintomas desagradáveis que a ausência
da nicotina provoca no organismo.
Essa característica cumulativa, de manter o mesmo nível
de intensidade é que provoca o aumento nas quantidade fumada de
cigarros.
O organismo ressente-se da intoxicação e reage,
sinalizando pelos sintomas de mal estar geral.
Apesar disso, o fumante continua a fumar mais,
compulsivamente.
Torna-se uma escravidão!
Ele não quer fumar, porém, continua a fazê-lo porque é
impelido pela dependência química e pelo condicionamento mental
e psicológico criado.
Demonstraremos, abaixo, a intensidade que o cérebro é
estimulado a condicionar-se à droga chamada nicotina:
Raciocine:
Um cigarro possibilita 10 tragadas.
Ao dar uma tragada, a nicotina leva sete segundos para
chegar ao cérebro;
Pergunte-se:
Quantas vezes o cérebro é estimulado pela nicotina, para
responder com o derramamento
de hormônio, fumando-se 20 cigarros ao dia?
Resposta:
Em média, para cada maço de cigarros, o condicionamento
mental, contínuo e
incessante, do cérebro através dessa estimulação pela
nicotina será de:
200
vezes ao dia; 1.400 vezes na semana e 6.000 vezes ao mês.
A insistência em fumar levou-o ao vício.
Ela foi alimentada pelos estímulos sociais externos não
contidos, em função da desinformação do fumante,
da ausência de autocontrole e do domínio das suas
expectativas com relação ao meio social.
Estes fatores indutores externos que o levaram a iniciar os
primeiros atos de fumar o primeiro cigarro, o segundo e, assim,
sucessivamente, fizeram-no construir a dependência química e o
condicionamento mental e psicológico, que reage fumando diante de
determinadas situações.
Portanto, a
quantidade de cigarros fumada, não é resultante, somente, da
dependência pela nicotina, mas, também, resultante desses
agentes externos que induz
a fumar e que são relativos a cada pessoa.
Poderemos
citar alguns exemplos dessas situações indutivas:
n
O jovem inseguro que utiliza o cigarro para
fortalecer a sua personalidade,
n
A procura pelo destaque, no meio social,
n
A influência de outros fumantes,
n
Os exemplos observados no lar, nos ídolos e nos
seus heróis,
n
Os paradigmas de felicidade e conquistas
apresentadas nos meios de comunicação e publicidade,
n
Ansiedade por expectativas, desequilíbrios
emocionais, temores, medo, nervosismo...,
n
O hábito alimentando o próprio hábito,
n
Os estimulantes do paladar como cafés, bebidas,
temperos, ...
Foi
assim que surgiu o vício:
Através
da insistência em fumar, estimulada por fatores sociais
indutores,
Através
da adaptação do organismo às substâncias tóxicas e,
posteriormente,
Através
da dependência química e condicionamento psicológico.
2)
O COMBATE AO TABAGISMO E CONSIDERAÇÕES SOBRE O ALCOOLISMO
Com a pretensão de contribuir com a minha modesta opinião
sobre o assunto, acredito que, para combater-se os vícios nas
suas mais sutis formas de exteriorização e, especificamente, o
tabagismo, a principal preocupação deverá ser com a orientação
dos jovens, no sentido de que fiquem atentos a esses indutores
externos, e resistam a eles, substituindo
o cigarro por outros recursos, de ordem íntima, encontrados
em si mesmos, como:
O
discernimento sobre as suas limitações, a auto-educação, a oração,
o respeito, a simplicidade, o anonimato, a obediência, a paciência,
a compreensão, a igualdade e a solidariedade.
Estes valores são construídos por cada um, pouco a pouco,
enfrentando e convivendo com as situações da vida, resistindo às
más influências e cooperando com as boas atitudes para consigo
mesmo e para com o próximo.
O homem deve despertar a sua atenção para as finalidades
maiores desta sua presente vida, não a desperdiçando com as ilusões
dos vícios, do materialismo ou das sensações inferiores do
corpo.
Esta valorização aos objetivos de vida, fortalecerá a
sua auto estima e, com a consciência mais lúcida, sentirá
melhor bem estar do que sentia, quando em busca destas ilusões
criadas pela sociedade consumista, pois, atuará como ser social
mais digno, construtivo, solidário e livre dos grilhões das ilusões.
Portanto, é
preciso despertar no jovem o conhecimento de si mesmo, de suas
possibilidades individuais e dos valores humanos que traz consigo.
Despertá-lo
para os malefícios causados na formação da sua personalidade e
no seu comportamento, que, principalmente, a TV provoca, ao
apresentar modelos sofismados, equivocados e errôneos de conduta
e de ideais de vida, através
dos seus ídolos e dos seus programas.
Esta consciência fará com que, implicitamente, se liberte
de homens violentos que querem dominar o mundo a qualquer custo.
Basta observar os quadros da vida e identificar os seus autores:
individualistas insaciáveis. Suas armas atuais são a própria
inteligência, manipulando a psicologia, a moral, os costumes, a
ética, a política, a informação, ...
Por sua vez, as armas indestrutíveis que o jovem tem são
a força de vontade firme, racional, convicta e contínua; o seu
discernimento e o seu livre arbítrio, livres de dependências ou
de privilégios, que lhe permitirão caminhar orientado através
de uma conduta moral de respeito e de amor a si mesmo e ao próximo.
Os vícios, de uma forma geral, e neste particular o
tabagismo, cedo ou tarde, serão causas de graves problemas de
ordem física, mental, psicológica, cognitiva, moral,
espiritual e social.
Portanto, liberte-se!
O combate ao tabagismo deve ser realizado, dentre outras,
em quatro frentes que destacamos:
1
) Campanha nos lares, nas escolas, no trabalho, no meio social, em
regiões..., com ação generalizada, procurando evitar o contato
com o primeiro cigarro, apresentando os malefícios que causa à
saúde;
2
) Implantação de métodos que auxiliem os fumantes a
libertarem-se do vício;
3
) Combate sistemático e contínuo, através de leis e de censura
aos meios de comunicação e publicidade, que induzam ao vício e
aos maus costumes, sem prejuízo da sua liberdade de comunicação
mas atribuindo-lhes
dever moral e responsabilidade social;
4
) Estimular, nos ídolos da juventude, um comportamento explícito,
recomendando o perigo do cigarro, da bebida, da sensualidade...,
quando de suas aparições em público.
Estes ídolos, freqüentemente, são os pais, os
professores, os líderes, os artistas de TV
e de teatro, esportistas, políticos, os formadores de
opinião pública, os meios de comunicação, ...
Estima-se que no mundo, 1,1 bilhão de pessoas são
fumantes regulares; somados aos fumantes passivos totalizam quase
50% da população da Terra, isto é, aproximadamente, 3,3 bilhões
de pessoas envolvidas com as graves conseqüências do tabagismo.
Sem considerar-se os problemas do alcoolismo, das drogas,
da prostituição, ...
Verificamos,
assim, a enorme tarefa que cabe aos Institutos de saúde pública
do mundo, em equacionar esta problemática.
Percebendo
a aflição que habita os lares, concluímos que somente com a
reforma de nós mesmos, dos nossos valores e princípios
(conceitos), poderemos construir a paz dentro de nós mesmos,
expandindo-a ao lar e ao mundo.
Os
interesses políticos, econômicos e financeiros, ligados às
drogas, são inimagináveis e se levantarão contra quaisquer
programas que, efetivamente, possam colocá-los em risco.
Infiltrar-se-ão nos meios do relacionamento humano, como
defensores dos deveres e dos bons costumes, através de empresas e
de instituições das mais diversas, com a finalidade única de
continuar com o domínio sobre as massas populares.
São
os Sofistas. Demonstram
na aparência, interesses que tragam
benefícios coletivos. Entretanto, usam a boa fé das
pessoas para atingirem os seus objetivos egoísticos de orgulho,
de vaidade, de poder e de domínio.
Por isto, é necessário realizar um trabalho de combate
celular, ou seja, de indivíduo para indivíduo; de grupos para
grupos; de comunidades para comunidades; de instituições para
instituições,..., até que a consciência da responsabilidade
individual perante o coletivo, apodere-se de si mesma.
Quantas idéias e projetos que, com boa vontade, poderia se
desenvolver, com o objetivo de solucionar esta doença mundial.
Porém, o interesse do homem em conquistar o mundo pela vaidade e
poder, ainda existe; utilizam a sua inteligência para esta
finalidade.
Veja, por exemplo, as conseqüências funestas sobre a Nação,
sobre o fator trabalho, humano e social, causadas pela globalização:
desnacionalização generalizada, subjugo financeiro e econômico;
pauperismo, desagregação da família e do ser social; expansão
dos vícios e dos maus procedimentos; desestabilização política,
econômica e social...
Tudo
isto em nome de uma bandeira sofista de desenvolvimento: A
Globalização.
Que grande equívoco! Que falsidade!
Os que defendem este equívoco, dizem que o nacionalismo é
ultrapassado e retrógrado e aqueles que o filosofam, também o são.
Quem estará com a razão?
Percebam que, nos países ricos, em quaisquer atos sociais,
toca-se ou canta-se o Hino Nacional do país.
O objetivo deles, é incutir no cidadão, mais ainda, o
sentimento de amor à Pátria.
Porém, pregam, para o resto do mundo, "bandeira"
diferente.
Como amar e respeitar o resto do mundo, se não amarmos a
nossa própria Pátria, a nossa própria Nação?
É preciso, pois, reconquistar o sentimento nacionalista, não
o demagogo em que a "politicalha" se "esbórnia", mas,
sim, o sentimento de amor à sua terra e ao seu povo, procurando
conviver, relativamente, em conformidade com a sua forma e
possibilidade de vida, distante da suntuosidade e do materialismo
que humilha os mais aflitos e mantém na fartura os mais
gananciosos e violentos.
Um grande pensador já dizia que os cartéis, monopólios e
privilégios são indesejáveis, pois, beneficiam a poucos em
prejuízo de bilhões de irmãos.
Reparemos nas nossas condições e possibilidades
profissionais, de bem estar social, de saúde,..., é igual a
deles, nossos supostos representantes ?
Existe distanciamento significativo de valores e de condições
?
Como, então, podemos permitir que nos representem ou que
nos ditem costumes e valores ?
Restauremos, pois, a dignidade e o respeito de uns para com
os outros nas pequenas demonstrações de cordialidade e de renúncia
aos desejos mais íntimos de apego e de domínio.
Sirvamos ao próximo.
O combate aos vícios é o meio pelo qual poderemos cumprir
com este anseio de liberdade, de recuperação da moral e dos
valores, através da reforma de nós mesmos, de nossos familiares
e do nosso próximo, renovando valores, tornando-os mais
humanistas.
Lembremo-nos de que a vida que vivemos não depende das
coisas que possuímos, mas, sim, da maneira pela qual vivemos a
vida.
A vida real nunca será aquela que gostaríamos de viver,
porque temos de progredir sempre, na conquista de valores que
tragam à nossa consciência serenidade e confiança; para isto é
preciso esforço, renúncia, contenção íntima, renovação e
trabalho.
Quanto mais liberdade individual com responsabilidade
coletiva buscarmos, menos livres seremos, pois, aprenderemos a
viver dentro dos limites próprios de cada um, sob a
"bandeira" da "solidariedade, da igualdade e da
liberdade", sem invadirmos os limites do outro.
O que a sociedade atual nos apresenta?
..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
Podem nos tirar os bens, o conforto, as escolas, os
hospitais, o laser, a segurança...; porém, não podem nos
possuir, a nós, almas com valores e princípios.
Os valores humanos individuais de moral, de ética, de
respeito mútuo, de coletividade..., são conceitos humanistas que
devemos incutir em nossa consciência e, jamais, poderão ser
tocados, por quem quer que seja.
Vivamos, então, conscientemente, a vida possível de
viver, com alegria e responsabilidade, libertando-nos das amarras
da sociedade materialista, cujo "mundo é representado por uma
arena onde o homem é o lobo do próprio homem". (Thomas Malthus).
CONSIDERAÇÕES
SOBRE O ALCOOLISMO
Como apêndice ao tema deste trabalho, resumidamente,
faremos algumas reflexões sobre o alcoolismo, no estágio em que
o usuário considera o uso da bebida como aperitivo ou drink
social.
Supõe-se que por esta expressão seja definido e
delimitado aquele que bebe "só socialmente". Será que esta
suposição é verdadeira ou, simplesmente, é um véu utilizado
para encobrir o desejo íntimo de beber?
É preciso refletir sobre a resposta e, cada um, deve
encontrar a sua resposta verdadeira, não camuflada.
Nós acreditamos que a pessoa que bebe socialmente, não
consegue, sequer, ingerir metade da dose de uma bebida alcoólica
porque conforme o teor alcoólico, ela não sentir-se-á bem.
Assim sendo, refutamos esta expressão e a consideramos
como um véu para encobrir este
mau hábito. O momento social será sim, um motivo a mais
para exteriorizar na prática, o desejo de beber.
Não nos esqueçamos de que o alcoólatra principia a sua
viciação durante os primeiros goles...
Procure estabelecer relações entre o alcoólatra e aquele
que diz beber socialmente; sob este rótulo "Drink social",
esconde-se graus de suave, de moderada e de grave intensidade do
uso e dos efeitos da dependência alcoólica.
-
A de suave
intensidade: é aquela que não prejudica a capacidade
intelectual e comportamental da pessoa. Geralmente, não passa de
uma dose de bebida; seja ela um drink, um chops, um copo de
cerveja, uma taça de vinho, etc.
-
A de moderada
intensidade: é aquela que percebemos alterações no equilíbrio
sensitivo e emocional da pessoa. Seu consumo de bebida já está
acima de uma dose.
-
A de grave
intensidade: é aquela que o usuário já se torna
inconveniente, desequilibrado, começa a rir à toa, fala
demais... Já ultrapassou a barreira das três doses,
relativamente ao teor alcoólico da bebida.
Nesta
escala, não se está considerando aquele alcoólatra contumaz.
Como podemos definir o alcoólatra?
Alcoolismo
significa doença ocasionada pelo uso abusivo do álcool; intoxicação
alcoólica crônica.
Alcoólatra
significa pessoa dada ao hábito de ingerir bebidas alcoólicas.
Vício
significa imperfeição, defeito moral, hábito prejudicial, mau hábito...
Adequando estes significados à escala apresentada, concluímos
que todos os que nela se enquadram, podem ser considerados alcoólatras.
Tomemos
como exemplo:
Uma
dor qualquer: não importa aonde e com qual intensidade doa, é
dor; sente-se dor.
Uma
pessoa um pouco cansada ou estafada: é cansaço
Uma
pessoa com pouco ou muito sono: está com sono, é sono.
Uma
pessoa com um suave ou intenso desequilíbrio: está
desequilibrada, é desequilíbrio.
Desta forma, uma pessoa com os efeitos do álcool, não
importando a intensidade, está alcoolizada; a prática do hábito
caracteriza o alcoólatra.
Pelo fato de este termo ser pejorativo, vamos substituí-lo
por um mais suave, que esconda, que coloque véu sobre este mau hábito:
Escolha o seu.
Contudo, a verdade é que alcoólatra não é, somente,
aquele que se encontra "jogado na sarjeta" ou nos "cantos
das paredes do lar, anonimamente", mas, também, aqueles que
habitualmente fazem uso do álcool, ingerindo-o.
Dados estatísticos comprovam o seguinte:
-
do universo dos que bebem, 55% são homens; 30% são
mulheres e l5% são adolescentes.
-
10% da população brasileira é alcoólatra contumaz.
Considerando que cada um deles possui familiares, percebamos que a
metade dos lares sofre desta pandemia mundial, o alcoolismo.
-
Por ser um neurodepressor, o álcool é responsável por
40% dos suicídios...
Quantas
famílias sofrem, no anonimato, as conseqüências relativas à
intensidade do vício do alcoolismo num de seus membros. Têm de
suportar crises depressivas e nervosas, violências, mau cheiro,
atitudes inconvenientes, desperdício financeiro, decepções...
Perceba que estamos considerando o grupo daqueles que bebem
"só socialmente".
Este social, acontece em qualquer reunião, numa noite da
semana, no fim de semana, após a prática de um esporte, durante
um churrasco ou festa...
Com o passar do tempo, a pessoa começa a procurar motivos
sociais com a finalidade maior e íntima, talvez inconsciente, de
ingerir bebidas alcoólicas.
Na pizzaria,... um drink para começar ou um "quebra
gelo", durante ingere-se dois ou três chopes... e para
finalizar muitos aceitam um "licorzinho" misturado com o café,
ou qualquer outra coisa...
Repare a alta ingestão de álcool. Reflita:
É ou não é alcoolismo?
Esta mesma inconsciência nós vimos na juventude que, por
causa da sua alienação à sociedade materialista e consumista,
está construindo este mau hábito, vício de beber e de fumar.
Estudantes que antes, nos intervalos e após as aulas ingerem
copos e copos de cerveja e de chopes, como se fossem água;
quantas moças...; nos perguntamos: são estudantes ou freqüentadores
sociais da escola ou universidade?
De onde vem o exemplo e a desinformação?
Caso não houver interferências que interrompam esta falta
de responsabilidade, de dignidade e de amor a si mesmo, estes
jovens o que serão no amanhã?
Urge a reavaliação dos padrões, dos costumes, da moral e
da ética da sociedade e, principalmente, no seio familiar através
da orientação dos pais e dos professores nas escolas.
Urge dar a estes profissionais, dedicados e abnegados
professores, a remuneração que merecem e precisam para cumprir
com a sua finalidade maior de educar e de ensinar.
Tanto os pais quanto os professores, devem assumir a
postura que tal posição lhes incumbem. Ser pais ou professores,
na essência do termo, significa missão de máximo valor humano
que traz consigo deveres e incumbência, trabalho e realizações,
disciplina e prazer de servir.
Não devem, pois, se vulgarizarem, nem tornarem-se comuns
e, tampouco, perderem a identidade social. Por isto, pais e
professores, não devem ser vistos pelos filhos e alunos,
respectivamente, no sentido comum da expressão, como amigos e
misturados com os tais. São muito mais superiores que isto; são
pais e professores, com incumbências e responsabilidades únicas,
aos quais devem subordinação e obediência.
É uma questão de conceito, de importância, de
responsabilidade e de atribuições de deveres.
São estes e não os "amigos" que estabelecem o padrão
moral, que orientam e exemplificam os caminhos retos da vida,
pelos quais os filhos e alunos deverão trilhar.
É preciso, pois, que vejam neles, aquilo que de fato e de
direito são, pais e professores, a fim de que tenham para com
eles, respeito, seriedade, compromisso moral e filial. Somente
assim, saberão que pertencem a um "ninho" familiar e que
devem ser dignos dele.
São múltiplos os assuntos relacionados com o exposto para
serem tratados neste pequeno trabalho.
No entanto, é suficiente para se refletir sobre a mensagem
que orienta a libertar-se do vício do álcool e do tabagismo,
porque, normalmente, um é o outro.
Dentro de uma relativa dependência alcoólica, o método
contido neste trabalho, poderá ajudar a pessoa a livrar-se do mau
hábito de beber "socialmente".
Construa em si mesmo o auto controle das suas ações, das
suas emoções e motivações a fim de conquistar a sua liberdade.
O conceito de felicidade imposto pelo sistema consumista,
que predomina e domina os meios de comunicação, publicidade e
propaganda, é falso, enganoso e pernicioso; visa apenas induzir a
pessoa humana, principalmente o jovem, a relacionar sua felicidade
ao consumo de bens e serviços ligados aos produtos que desviam
dos bons costumes e da boa moral.
A felicidade é, sim, um lapso de tempo em que a consciência
encontra-se livre de temores, de remorsos e de preocupações.
É aquele instante em que nos sentimos bem; aquela satisfação
de termos cumprido com um dever, um compromisso, um trabalho, uma
tarefa...
Na consciência reside a concepção de felicidade.
Portanto, todos os desejos, os pensamento, as ações ou
palavras que maculam a consciência nos trazem infelicidade.
Como somos filhos de Deus, que é amor, a nossa essência
é amor, que temos de fazer germinar pela direção que damos ao
nosso livre arbítrio.
Desta maneira, todas as nossas atitudes contrárias ao amor
nos trazem infelicidade.
Construir, pois, um reino de felicidade dentro de nós
mesmos depende, somente, da maneira pela qual vivemos a vida,
pautada em valores de respeito, solidariedade e fraternidade mútua.
Despertemos para os valores maiores da vida.
Libertemo-nos
das coisas sofismadas pelos modismos que, aparentemente, nos são
belas e alegres. Verifiquemos
a essência que existem nelas e a sua relação com as
expectativas de uma vida feliz.
CAPÍTULO
VI
COMO
VOCÊ TORNOU-SE FUMANTE
A
dependência química e a psicológica
Você
construiu o ser fumante, pouco a pouco, iniciando com o primeiro
cigarro, depois com o segundo e, assim, sucessivamente, um após o
outro, no primeiro dia, no segundo dia; no primeiro mês, no
segundo...; no primeiro ano, no segundo....
Sem perceber, o vício foi dominando-o!
No
início, não era vício. O
seu organismo, ainda, não estava dependente.
Era fácil afirmar: - Fumo quando quiser! - Fumo só
socialmente!..., e era a verdade porque as células cerebrais, os
neurônios, ainda não estavam adaptadas como receptoras da substância
nicotina; ainda não havia sido criada a dependência química.
Que engano voluntário! Que desatenção! Que Falta de
percepção!
O "bichinho" do vício, imperceptivelmente, foi
instalando-se, tomando conta, apossando-se de você.
E, hoje, ele é dominante.
O ser espiritual, que é você, está subjugado ao vício.
Talvez, doa no íntimo aceitar estas afirmativas. Mas, que
são verdadeiras, não há dúvidas.
Se o seu discernimento não for suficiente para aceitá-las,
veja se você consegue
ficar sem fumar.
O "bichinho" a que, simbolicamente, nos referimos
representa a ação da nicotina que é uma substância
neurotransmissora, que atua através da comunicação entre as células,
provocando a dependência química do organismo.
Ao tragar a fumaça do cigarro, a nicotina chega ao cérebro
em poucos segundos, provocando a liberação de hormônios
causadores de sensações de bem estar.
Os neurônios receptores específicos que reconhecem a
substância, exigirão, com o passar do tempo, quantidades cada
vez maiores de nicotina a fim de manter as mesmas sensações ao
organismo.
É à exigência
destes receptores, provocada pela ausência da nicotina, que tem
de ser reposta, que
chamamos de "os bichinhos".
Este mecanismo é o causador da dependência química.
As células têm a propriedade de se readaptarem a novas
situações de menor ou de maior quantidade de nicotina no sangue.
Por isto, o fumante deve compreender que é preciso
decorrer um certo período de tempo, a fim de que estas células
se modifiquem, reajustando-se à quantidades reduzidas de nicotina
(readaptação paulatina a quantidades cada vez menores),
aliviando, desta forma, os sintomas da abstinência.
Vejamos a maneira pela qual a pessoa se vicia, voluntária
e inconseqüentemente:
Nas primeiras tragadas, o organismo não conhecia as substâncias
tóxicas contidas na fumaça do cigarro; nem tampouco os neurônios
conheciam a substância nicotina. Ao serem ingeridas provocavam
desagradável mal estar: tonturas, enjôo, tosse, alteração dos
batimentos cardíacos, etc. Era
a reação do organismo rejeitando tais substâncias.
No entanto, ela insistiu em fumar e tornou-se
recalcitrante, isto é, forçou, deliberadamente, o organismo a
aceitar a nicotina e as demais substâncias.
Este período denomina-se fase
de adaptação ou de tolerância, na qual o organismo vai
adaptando-se à invasão toxicômana através das milhares de
substâncias ingeridas, voluntária, insistente e inconseqüentemente
pelo futuro viciado.
Na curta fase intermediária entre a da tolerância e a da
dependência química, as células cerebrais, que não conheciam a
nicotina, foram adaptando-se e se tornando receptivas a ela.
Em sete segundos, ela chega aos neurônios para cumprir com
a sua função de neurotransmissores.
Com
o passar do tempo, passarão a exigir quantidades cada vez maiores
dessa substância, a fim de dar continuidade à nova função.
Estará criada a
dependência química.
Agora, o organismo não mais lutará contra a sua intoxicação
(não sente mais o mal estar), adaptou-se à nicotina e às substâncias.
Daqui por diante, criada a fase
da dependência química, que é progressiva,
imperceptivelmente, ele passará a exigir quantidades cada vez
maiores de nicotina para receber as mesmas sensações de bem
estar.
Passadas duas horas, a nicotina não mais circula no
sangue. Entretanto,
os neurônios que se adaptaram a ela para recebê-la, estarão
esperando, solicitando-a, a fim de cumprirem com a sua nova função
criada.
Surge a vontade de fumar:
É necessário repor a nicotina no sangue, a fim de atender
à solicitação dos neurônios que "querem trabalhar".
Assim, progressivamente, em períodos cada vez menores, a
nicotina terá de ser reposta no sangue.
É a dependência química.
Portanto, o hábito de fumar começou com poucos cigarros
fumados no dia; foi aumentando para dez, quinze, vinte... e,
assim, progressivamente. Existem
fumantes que consomem de 60 a 80 cigarros por dia (um cigarro a
cada dez minutos, aproximadamente).
Concomitantemente, com os sucessivos e repetitivos
movimentos de fumar diante de determinadas situações, criou-se,
também, o condicionamento mental e psicológico, no qual, a cada
estímulo externo, responde-se com a necessidade de fumar.
Vejamos
abaixo:
O estímulo externo (ação indutora) provoca na mente
(receptora) a reação de responder fumando: leva-se a mão para o
maço de cigarros, retira-se um e é colocado na boca; busca-se o
isqueiro ou fósforos para acendê-lo.
Neste instante, provoca-se uma combustão que liberará,
pela combinação, imensas quantidades de substâncias tóxicas e
cancerígenas. Ele é
tragado e retirado da boca, repetindo-se este movimento, em média,
dez vezes por
cigarro.
Com os inúmeros movimentos repetitivos, o fumante criou o condicionamento
mental e psicológico.
Ele
construiu o ser fumante num processo de quatro fases: a da tolerância
ou adaptação; a da transição; a da dependência química e a
do condicionamento mental e psicológico.
O
MÉTODO PAULATINO propõe a necessidade de aprender a parar de
fumar, desfazendo o que se construiu, de uma forma inversa,
semelhante àquela que conduziu ao vício.
Através
de procedimentos dirigidos e controlados, o fumante deve suportar
momentos passageiros de dificuldades, resultantes da readaptação
dos neurônios a quantidades cada vez menores de nicotina no
sangue, até a sua eliminação total, quando não fumar mais.
Esta é a proposta que irá ensiná-lo a vencer esta luta.
MEPAM
- Método Paulatino por autocontrole mental
CAPÍTULO
VII
COMO
VOCÊ DEIXARÁ DE SER FUMANTE
Com o conhecimento de como você se tornou um fumante, do
processo que encadeia a dependência química pela nicotina e dos
hábitos condicionados de fumar, planificamos dois procedimentos,
com os quais você irá adquirir novos conceitos que irão nortear
a sua conduta diante da vontade de fumar:
1)
Será aquele em que você, de uma forma paulatina e
gradual, deverá reeducar (readaptar) as células receptoras da
nicotina, a receberem quantidades cada vez menores dessa substância;
2)
Será aquele em que você deverá desacostumar o seu hábito
mental e psicológico de fumar impulsivamente.
Pois, uma boa parte dos cigarros que se fuma, é feita de
maneira inconsciente, sem se aperceber, mediante algum estímulo
externo.
Com uma
conduta mental atenta, perceptiva, objetiva e consciente, você
erguerá, paulatinamente, o ser livre do vício, através
do caminho inverso daquele que o fez construir o ser
dependente.
Ao fumar os primeiros cigarros, o vício não existia; com
a insistência criou-se, pouco a pouco, o condicionamento mental e
psicológico, além da
dependência química pela nicotina.
À medida que o tempo foi passando, o vício foi dominando,
exigindo quantidades cada vez maiores dessa substância.
A
viciação ocorreu no sentido de menor para maior intensidade de
estímulos cerebrais à reposição da nicotina.
Para
libertar-se do vício, você percorrerá o sentido inverso daquele
que o levou à viciação, ou seja, de maior para menor
intensidade de reposição da nicotina.
Nesta fase de descondicionamento mental do hábito de
fumar, você reduzirá, gradual e paulatinamente, as quantidades
de nicotina ingeridas, neste sentido:
Presença
forte >
presença leve >
ausência total da nicotina.
No
início, você deverá ter persistência no auto controle e na
atenção constante aos novos conceitos (lembre-se do armistício
de paz condicional). À
medida que o tempo passar, fase por fase, você irá se fortalecer
e os efeitos dos sintomas provocados pela abstinência relativa à
nicotina, serão mais suaves e suportáveis.
Pouco a pouco, este "bichinho" será convidado a
retirar-se.
Periodicamente, procuraremos reduzir a quantidade de
cigarros fumada, até o ponto em que largar de fumar,
definitivamente, for menos sofrível.
Este ponto será aquele em que você fumará, com
autocontrole, uma pequena quantidade de cigarros, durante alguns
meses. (4ª fase do capítulo X)
Lembre-se de que o seu organismo estará se desintoxicando;
as células em geral estarão mais oxigenadas; o sangue estará
sem a presença das substâncias tóxicas por maior período de
tempo; a sua conduta mental será diferente...
Percorrido este tempo, a sua decisão firme e consciente,
embasada no seu discernimento, terá de ser tomada:
- Não fumarei mais
nem um cigarro!
Não pense que não terá
vontade, você a terá sim, e muita!
Neste estágio, o seu organismo terá eliminado grandes
quantidades de substâncias, que eram supridas por cada cigarro
que fumava. Ele ficará
menos dependente, a sua vontade ficará mais fortalecida, mais
capacitada para romper com o armistício de paz e ir para o
combate, expulsando os últimos "bichinhos" que lutarão para
retornar.
Lembre-se
de que não há nada exterior a você que fará a sua vitória.
Você
é o seu próprio construtor!
Ergue-se! Lute!
Vença!
A pessoa humana tem um padrão de pensamentos que induz a
decidir viver sob determinadas opiniões próprias conclusivas
(conceitos), impedindo-a de refletir, de meditar, de considerar
outras opiniões, diferentes das suas.
Este procedimento, inibe as suas faculdades intelectuais de
reflexão, de análise, de ponderação, de moderação, de
reconsideração ou de decisão.
Ela deverá corrigir-se e passar a considerar a problemática
sob outros ângulos de observação, isto é, analisar
considerando as opiniões diferentes das suas, refletindo sob
outros pontos de vista.
É, portanto, a reflexão e a meditação que fará com que
seja modificado, corrigido e aprimorado os próprios conceitos, a
própria maneira de pensar, de agir... e, principalmente, neste
caso específico, a de
lutar para largar o vício de fumar.
Para tanto, é necessário adquirir consciência sobre o
significado deste hábito. Ao
parar de fumar, o fumante deixará de "abastecer" o sangue com
nicotina, única substância que provoca a dependência química.
Em conseqüência, os níveis dessa substância no sangue
irá reduzir, rapidamente. Reler página 44 e porque não pára de
fumar de vez?
Como
as células cerebrais específicas, receptoras da nicotina,
acostumaram-se a recepcionar essa substância, a fim de cumprirem
com a sua finalidade específica de neurotransmissores, irão
sentir a sua falta e "reclamarão" para que ela seja resposta
no sangue. Surge a
vontade de fumar.
Acontece que por não fumar mais, a nicotina não será
reposta, o que provocará nova "reclamação" dos neurônios,
e outra reclamação, e outra ...
Surgirá, então, a crise da abstinência à nicotina, que
é a principal causa que faz com que a pessoa volte a fumar,
porque os efeitos ou sintomas que provocam são muito desagradáveis:
mal estar generalizado, ansiedade intensa e crescente, insônia,
irritabilidade, falta de concentração, dispersão e agitação.
Portanto,
ao parar de fumar provoca-se:
ausência
da nicotina no sangue >> Os neurônios a exigem >>
ela não é reposta >> crise intensa de abstinência
>> volta-se a fumar.
Eis porque é fundamental adquirir
consciência sobre a atitude de fumar.
Ela fará com que o fumante utilize, sem vacilar, a sua força
de vontade para o objetivo de parar, suportando estes momentos difíceis,
sabendo que serão conseqüentes e passageiros.
Refletindo sobre estes momentos difíceis, verificaremos
que são provenientes dos sintomas da crise de abstinência à
nicotina e que não é possível não passar por eles. Ora, por
serem causadores do retorno ao vício, deve-se procurar aliviá-los
até um ponto tal, que se consiga suportá-los para, em seguida,
largar definitivamente do vício.
Os
sintomas serão aliviados por causa da reposição programada da
nicotina no sangue, através da própria prática de fumar,
somente aqueles cigarros, cuja vontade provenha da dependência química
e de não fumar os que puderem ser evitados.
Perceba que, ao mesmo tempo, se retira e se repõe a
nicotina no sangue. Por
este motivo o autocontrole sobre a sua vontade de fumar é
imprescindível, a fim de progressivamente, eliminar a nicotina e,
regressivamente, repô-la no sangue até o momento derradeiro, no
qual a decisão de parar de fumar terá de ser tomada.
MEPAM
- Método Paulatino por Autocontrole Mental
Extirpa,
paulatinamente, o hábito de fumar e elimina a nicotina do
sangue,
aliviando
e tornando suportáveis os sintomas da crise de abstinência,
capacitando
o fumante a parar de fumar.
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