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M É T O D O P A U L A T I N O
Para aprender a parar de fumar

ESTUDO, MÉTODO E INFORMATIVO
O método está inserido neste livro-apostila com 63 páginas, nas quais você encontrará informações que lhe possibilitará conhecer, não somente, os malefícios gerais provocados no organismo pelo hábito de fumar, mas, principalmente, os benefícios imediatos que receberá ao assumir a condição de fumante controlado, com a perspectiva de libertar-se do vício, num tempo programado, em função de nova postura mental, que será adquirida durante o estudo deste trabalho, motivada pela sua própria força de vontade.
Além das informações científicas sobre os aparelhos e sistemas circulatório, respiratório e digestivo, tratadas de uma forma simples, compreensiva e adequada à finalidade desta obra, estuda-se os fatores psicológicos do comportamento que induzem ao ato de fumar, com a finalidade de reagir, não fumando.
O objetivo é o de fortalecer a sua vontade e possibilitar o autocontrole sobre esses fatores a fim de que, através da sua conscientização, tenha uma convicção, inflexível, sobre a necessidade, real, de parar de fumar.
Expõe-se, também, um programa para eliminar e/ou aliviar a intensidade dos sintomas provocados pela síndrome da abstinência à nicotina, que é o maior obstáculo para abandonar o vício.
Com certeza, cumprindo com o estabelecido nas páginas deste livro-apostila, você extirpará a sua viciação mental, psicológica, cognitiva, social e espiritual provocada pelo hábito de fumar.
Os familiares que você transformou em fumantes passivos, sujeitando-os a todos os malefícios provocados pela fumaça do cigarro, ficarão felizes pela sua decisão e, também, estarão dispostos a auxiliá-lo.
Portanto, não se entregue ao vício, lute contra a sua dominação! Encare-o, de frente, para vencê-lo!
É uma questão de autocontrole, discernimento e método.
Este trabalho lhe possibilitará alcançar este objetivo.
O autor.
CAPÍTULO I
Apresentação do trabalho
Este trabalho tem o objetivo de conscientizar o fumante, de suas possibilidades de livrar-se do vício do cigarro, através de informações sobre os malefícios que o tabagismo causa ao corpo, ao psíquico, à mente, ao social e ao espiritual, complementadas por método que ensina como controlar o vício, paulatina e gradualmente, para a tomada de decisão definitiva: deixar de fumar.
As informações que se tem a respeito da ajuda ao tabagista, no que concerne a deixar de fumar, são atividades com palestras nas quais se procura informá-lo sobre os malefícios que as milhares de substâncias, contidas na fumaça do cigarro, provocam no organismo, incutindo-lhe, desta forma, uma decisão de largar do vício.
Contudo, após o ciclo de palestras e o retorno à sua atividade normal, do dia a dia, as informações, que lhe fortaleceram a decisão, irão sendo esquecidas, dispersando-se; o que influirá na sua vontade de deixar de fumar, enfraquecendo-a.
Daí, para retornar ao vício, não custa nada. É imediato.
Parecer da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia sobre os resultados dos métodos para deixar de fumar: "medicamentos, produção de aversão ao fumo, hipnose, acupuntura simples ou associados ao raio laser e outros, têm resultados mais díspares, de 0 a 80% de êxito no início e, praticamente, nulos ao final de um ano".
O método da reposição de nicotina, administrada através do emplasto adesivo ou da goma de mascar, também, ao final de um ano, alcança até 30% o intento. Após este período, porém, esse índice cai.
É claro que não estamos tecendo considerações depreciativas a esses métodos. Eles têm um grande valor, pois, conscientizados, os fumantes irão, mais cedo ou mais tarde, de uma forma voluntária ou obrigatória, parar de fumar. No entanto, muitas vezes, apesar de todo o esclarecimento, não conseguem e passam a vida atormentados pelo vício.
Essas palestras deverão ser complementadas com um método que auxilie o fumante, no seu dia a dia, a manter a decisão de parar de fumar, relembrando-lhe as informações que ouviu, durante as reuniões periódicas, nas quais, os comentários, de cada um, deverão ser sobre as dificuldades e sobre os benefícios que vivenciam no decorrer do tratamento.
Seguindo por este método, com o passar do tempo, o fumante adquirirá consciência e autocontrole sobre o vício e, em função da sua menor dependência à nicotina, estará muito mais fortalecido para a decisão definitiva de parar de fumar.
Muitas pessoas não acreditam na forma paulatina e gradual de parar de fumar. Até utilizam, analogamente, o exemplo de um cachorro que tem de ter cortado o rabo e perguntam: - Você, se tivesse de cortar o rabo do seu cachorro, o faria de uma única vez ou pouco a pouco, pedacinho por pedacinho...?
É claro que a resposta seria de uma única vez, pois, é menos cruel.
Estas pessoas apoiam-se nessa resposta, formando uma base teórica, para sustentar a impossibilidade de deixar de fumar progressivamente. Dão a entender que o sofrimento seria semelhante ao do animal cortando o rabo, pouco a pouco.
Esta forma de raciocinar é equivocada!
Refletindo sobre o exemplo, verificarão que não há relação entre o vício do fumante e o rabo do animal, pois, neste há somente dor física, enquanto que no fumante há o hábito, o condicionamento mental e psicológico, além de intensa ansiedade e seus efeitos em função da abstinência à nicotina.
É preciso, pois, que o dependente adquira novos hábitos de conduta e de observação sobre as circunstâncias que o impelem a fumar, sem que seja envolvido, impulsivamente, pelos velhos hábitos, reagindo com uma nova maneira de ser, não fumando.
Então, para incutir estes novos hábitos no fumante, a fim de que responda de uma maneira diferente aos estímulos do vício, procuraremos fazê-lo estagiar em três patamares, que serão, no início, os objetivos maiores que o de parar de fumar.
Estes patamares serão os seguintes estágios:
Estágio 1: Conscientização: Pelo conhecimento adquirido através do estudo, conscientizá-lo sobre o funcionamento dos aparelhos e sistemas orgânicos e de como são prejudicados pelas milhares de substâncias contidas na fumaça do cigarro; informá-lo sobre os benefícios, suas reais possibilidades de adquirir autocontrole sobre a vontade de fumar e sobre como parar.
Capítulos III, IV, V, VI e VII.
Estágio 2: Autocontrole: Dar-lhe condições de observar-se a respeito do hábito de fumar, a fim de diminuir a dependência química, através da redução lenta e gradual dos cigarros fumados diariamente, de tal forma que, ao tomar a decisão, definitiva, de parar de fumar, os efeitos provocados pela abstinência à nicotina sejam os mais suaves possíveis.
Preparo psicológico: Através do aprendizado sobre os fatores do comportamento, realizar um trabalho para desfazer o mau hábito, mental e psicológico, de fumar.
Cap. VIII e IX.
Estágio 3: Aplicação do Método Paulatino: Consiste em aplicar o que se apreendeu nos estágios 1 e 2 deste método.
Capítulos X e XI.
Consideramos estes três objetivos como maiores porque o vício não é resultante, somente, da dependência química pela substância nicotina, absorvida através da ingestão da fumaça do cigarro; é, também, resultante do condicionamento mental e psicológico que o fumante adquiriu pelas inumeráveis vezes em que realizou o movimento de pegar o cigarro para levá-lo à boca; além da ilusão de que ele lhe fortalece o caráter ou lhe dá alívio em ocasiões de tensão nervosa, estresse ou em outras situações do relacionamento humano.
O autocontrole adquirido irá desfazer este habito mental e psicológico de, sob certos estímulos, pegar o cigarro; os movimentos que, até então, eram automáticos, não mais o serão, porque, com o autodomínio, o fumante irá conter seus ímpetos.
De um fumante ativo passará a ser um fumante controlado.
Assim, com o condicionamento mental e psicológico desfeitos, com os movimentos mecânicos, para pegar o cigarro, controlados e com as condições íntimas de autoconfiança adquiridas, a pessoa terá todas as possibilidades de largar do vício de fumar.
Só não o fará se não desejar.
É evidente que o melhor seria abandonar o vício de uma só vez, principalmente, aqueles que, por ordem médica, assim devam proceder. Contudo, não é uma tarefa fácil.
Quantos tentaram...; quantos procuram ignorar e, adiam...; quantos que, apesar de desenganados, não conseguem libertar-se...; ... .
Este Método Paulatino vem eliminar a causa destes fracassos, porque reduz o nível de nicotina no sangue, em função da diminuição dos cigarros fumados diariamente, habituando o organismo a estes níveis menores. Os sintomas resultantes desta relativa abstinência, serão mais suaves e possíveis de serem suportados.
Aí, então, o fumante terá condições de conviver com estes sintomas, que ocorrerão em curtos e alternados períodos de tempo, nos quais aplicará o Método Paulatino, fortalecendo a sua decisão de não fumar mais nenhum cigarro.
Não nos esqueçamos de que todos nós somos individualidades, com características e necessidades próprias, e, somente, com boa vontade e esforço, conseguiremos progredir moral, intelectual, material, cognitiva e espiritualmente.
A força de vontade é o fator preponderante do sucesso do fumante. Ela, dirigida por este método, conduzirá o dependente ao mar aberto da vida, livre do vício.
O conhecimento, a vontade e a realização:
Vontade para adquirir conhecimento através do estudo que lhe dará o
autocontrole para a aplicação deste método com a finalidade de
parar de fumar.
Estes fatores estão inseridos nos diversos capítulos e serão conhecidos à medida em que for lido o trabalho. A leitura de toda a apostila é necessária a fim de obter-se uma noção generalizada, para, em seguida, empreender o estudo sistematizado.
Como é preciso adquirir vontade própria para deixar de fumar, é importante identificar e conhecer, além dos porquês, o caminho (método) para a sua realização.
Desta forma,
O conhecimento lhe dará a consciência necessária de que você é capaz de parar de fumar.
A vontade será a energia de que você precisará para realizar este esforço.
A realização será a aplicação do Método Paulatino por Autocontrole Mental (MEPAM), que lhe possibilitará deixar de fumar gradual e paulatinamente.
CONCEITOS *
É importante abordar-se o assunto conceitos, porque eles são recursos armazenados na memória e estão na base de todas as nossas definições e concepções, originando as opiniões e juízo sobre todas as coisas. Eles, os conceitos, estão em nós.
Para representarmos um objeto pelo pensamento; para concebermos mentalmente qualquer coisa; para avaliar, julgar, classificar; para formar opinião; enfim..., é necessário que extraiamos de dentro de nós alguma coisa que nos capacite; que nos dê possibilidades de; que possa organizar raciocínios, percepções e idéias.
Esta alguma coisa, extraída de dentro de nós, nada mais é do que outros conceitos, concepções já arraigadas; já tornadas intrínsecas, próprias, inerentes e que serão utilizadas para o exercício mental da faculdade do raciocínio, da reflexão, da percepção... através das quais nos manifestamos como ser social, atendendo a desejos e anseios íntimos, agindo e reagindo através dos pensamentos, palavras e ações.
Portanto, todo ser já traz consigo, em sua memória, arquivos de conceitos que o constitui e que serão seus recursos para interpretar e observar o seu meio, a fim de estabelecer novos conceitos, de criar novas expectativas, de conceber novos valores, de desejar e esperar...
Estas concepções serão, pois, o móvel do desejo e da ação do comportamento humano mental, psicológico e mecânico. Mediante as idealizações concebidas em função deste móvel, o ser imprimirá à sua vontade uma direção que poderá ser boa ou má, certa ou errada, equivocada ou consciente, verdadeira ou falsa, conseqüente ou inconseqüente.
Por esta plataforma conceitual, o ser agirá e interagirá em seu meio, exteriorizando suas idealizações e concebendo outras.
Quando estes conceitos forem falsos ou equivocados, conduzirão o ser para resultados não desejáveis, contrários às expectativas criadas, causando-lhe frustrações, decepções, sofrimentos, infelicidade, ...
Em razão disto, quando se busca o porquê das aflições, deve-se procurar refletir sobre a maneira de observar-se as coisas; os valores que a elas se atribui; refletir sobre os hábitos e princípios que constituem o ser.
Esta postura, diante de nós mesmos, permitirá o auto descobrimento, identificando quais valores, conceitos, comportamentos, expectativas, princípios que devam ser reformulados, corrigidos, eliminados, melhorados ou tornados novos; encaminhando-nos, enfim, para a auto reforma ou renovação, refletindo e meditando sobre eles.
O resultado desta tarefa em conhecer-se a si mesmo, propiciará ao ser alegria e satisfação, porque ele sentir-se-á seguro quanto a tudo o que possa idealizar.
Assim é diante do vício; quantos conceitos trazemos conosco? Achamos que gostamos de fumar; que somos doentes; que temos de parar de fumar de uma só vez; que não conseguiremos parar de fumar aos poucos, como dizem muitos 'especialistas'; que paramos de fumar quando quisermos, e tantos outros conceitos equivocados...
Se não refletirmos sobre eles, acreditaremos, equivocadamente, que são verdadeiros, impossibilitando-nos de realizar a tarefa possível de deixar de fumar.
Analisemos os conceitos sobre o tema exposto neste trabalho. Com confiança, iniciemos esta grande tarefa que nos tornará dignos de nós mesmos e muito felizes.
Conceito: s.m. do latim conceptus:
1) Representação de um objeto, pelo pensamento, nas suas características gerais.
2) Idéia, objeto concebido ou adquirido pelo Espírito, que permite organizar as percepções e os conhecimentos.
3) Apreciação, julgamento, avaliação.
4) Ação de formular uma idéia por meio de palavras; definição.
5) Noção, idéia, concepção.
6) Reputação, juízo, julgamento.
7) Máxima, provérbio.
Concepção: s. f. do latim conceptio:
1) Ação pela qual um ser é concebido, gerado.
2) O ato de conceber ou criar mentalmente, de formar abstrações.
3) Fig.: faculdade de compreender.
4) Conhecimento, idéia, compreensão.
Conceituar: v. t.
1) Formular conceitos, definir.
2) Julgar, avaliar.
3) Fazer conceito de; formar opinião de; classificar.
* (Significado extraído do Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa.)
Conceitos a serem refletidos e interiorizados, pelo fumante, durante o estudo deste trabalho
1) Sobre o fumante ser um doente:
O ser fumante é ser doente ou é pessoa sujeita a contrair doenças provocadas pelo hábito de fumar?
Ele necessita de remédios ou medicamentos para deixar de fumar ou é, simplesmente, uma pessoa que adquiriu um mau hábito e precisa corrigi-lo?
Se o fumar caracterizasse uma pessoa como doente, enferma, ela necessitaria de tratamento médico e do conjunto de procedimentos adequados para o tratamento da doença ou da enfermidade.
Acontece que o fumar foi uma ação incorporada aos costumes sociais do homem pelos meios de propaganda e de publicidade com a única finalidade de se auferir lucros comerciais, sem importar-se com os valores da ética humana, sofismando o homem ao relacionar seus anseios e ideais de felicidade ao consumo de bens e serviços e, neste caso especificamente, com o consumo de cigarros e bebidas.
Com o passar dos anos, descobriu-se todos os malefícios que tal costume provocava e, de alguns anos para cá, procura-se combatê-lo. Como é um hábito prejudicial ao organismo humano, é considerado como vício, como um mau hábito, um mau costume que trará doenças diversas, àquele que o pratica.
Utilizando o exemplo daquele que contraiu enfizema pulmonar: a doença surgiu por causa do mau hábito de fumar intensamente, por longo período de tempo.
Enquanto a doença não se manifestasse, a pessoa não a havia adquirido; era candidata a contrai-la. Após a sua manifestação tornou-se doente, necessitando de todos os cuidados. Antes, era aconselhada a parar de fumar...; agora, a causa é tratada de uma forma bem simples: pare de fumar! Somente isto; nenhum tratamento é dado para combater este vício. Apenas é tratada a doença: enfizema pulmonar.
Concluímos que o ato de fumar não caracteriza o ser fumante como um doente; não necessitando, pois, de ser curado, de tratamento médico ou hospitalar...
Precisa, simplesmente, parar de fumar, isto é, erradicar o vício, dependência química à substância nicotina, e desabituar-se, mental e psicologicamente.
Portanto, aquele que fuma não é um doente. É, sim, uma pessoa que necessita adquirir novos hábitos para substituir os de fumar; reagindo, assim, com uma nova postura mental diante dos estímulos que o levavam a fumar.
2) Sobre o fumante gostar de fumar ou dizer que se sente bem:
Muitos fumantes dizem que gostam de fumar e que se sentem bem.
Esta frase é verdadeira?
O verbo gostar é o mais adequado ou poderíamos substituí-lo por outras expressões como: "necessitam fumar"; "são obrigados a fumar"; são dependentes" ... ?
Após uma refeição ou drink..., talvez, o cigarro seja saboroso para quem o fuma, mas, somente, o primeiro ou o segundo; os posteriores também o serão?
É importante reparar que aquele que gosta, faz. Por isto é que tem de ser usada a expressão correta da necessidade, da obrigação, da dependência, ..., a fim de que tenham a consciência de que não gostam de fumar e de que fumam por serem dependentes.
3) Sobre os utensílios que o fumante utiliza:
Isqueiros, acendedores, cigarrilhas, piteiras, cinzeiros, caixas enfeitadas, fósforos especiais, locais para fumar, etc. são utensílios finos, delicados e requintados que iludem e mascaram este mau hábito, fazendo-o parecer bom.
Deve-se, pois, retirar este véu que esconde o verdadeiro significado destes objetos, que é o de aprisionar o fumante à prática do vício.
Portanto, estas coisas devem ser depreciadas e não valorizadas.
CAPÍTULO
II
BREVES
CONSIDERAÇÕES SOBRE
O TABAGISMO
1)
INTRODUÇÃO
DEFINIÇÃO:
É a prática do hábito de usar o tabaco, principalmente,
o de fumar cigarros.
Tabaquista ou tabagista é toda pessoa que pratica o
tabagismo ou tabaquismo.
OBJETO:
O tabagismo é praticado através do rapé, cachimbo, charuto,
fumo de rolo e,
principalmente, do cigarro pelos meios da aspiração,
inalação e mascado.
CLASSIFICAÇÃO:
Em dois grupos que são os fumantes ativos e os fumantes
passivos.
Os ativos são os que praticam o tabagismo, regular e
continuamente.
Os passivos são os que, apesar de não praticarem o
tabagismo, freqüentam ambientes
poluídos com as substâncias da fumaça do cigarro.
Considera-se que este grupo seja,
pelo menos, duas vezes maior que o dos ativos.
FINALIDADE:
Muitos o utilizam porque sentem-se mais fortalecidos diante de
situações estressantes, para aliviar a ansiedade, para emagrecer
ou para sentirem-se integrados no meio social que freqüentam,
pela influência social dos seus ídolos ou modismos...
PROCESSO
DE FUMAR:
O processo de fumar consiste na ingestão da fumaça do
cigarro, em combustão, que percorrerá a boca, narinas, olhos,
garganta, esôfago, vias respiratórias, pulmões, todo o aparelho
digestivo e circulatório, agredindo e ferindo todo o organismo
humano.
CONSEQÜÊNCIAS:
Viciação mental e psicológica, com dependência química pela
nicotina;
Contaminação de todo o organismo pelas mais de 4.700
substâncias
tóxicas e/ou cancerígenas contidas na fumaça do cigarro;
Poluição tabágica ambiental nos lares, locais de
trabalho, coletivos e sociais, com graves prejuízos para a saúde
daqueles que participam destes ambientes, que são os chamados
fumantes passivos.
Suicídio
involuntário consciente.
2
) DADOS ESTATÍSTICOS e INFORMAÇÕES
-
Dia 31 de maio: Dia Mundial sem o Tabaco.
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Dia 29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo.
-
Para cada 300 cigarros (15 maços) produzidos, uma árvore é
derrubada;
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Em 1.988, foram produzidos 586 bilhões de cigarros;
-
Em 1.994 foram consumidos 7 milhões de toneladas;
-
Anualmente, são consumidos 6,03 trilhões de cigarros.
-
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) relata sobre informações
de que as indústrias de cigarros, na sua fabricação, adicionam
produtos que provocam maior dependência química. São, também,
utilizados aditivos como essência de chocolate, mel, etc., com a
finalidade de mascarar o gosto da fumaça e da queima do papel.
-
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no mundo
existem 1,1 bilhão de fumantes regulares, dos quais 300 milhões
estão nos países desenvolvidos;
-
No Brasil, estima-se existir 33 milhões, sendo 8 milhões em São
Paulo, e destes, 2,8 milhões na faixa etária de 5 a 19 anos;
-
Estima-se que, para cada fumante regular, existem dois fumantes
passivos. Portanto, ao redor de 50% da população mundial está
envolvida e sofrendo as conseqüências do tabagismo;
-
A OMS afirma que o tabagismo deve ser considerado e combatido como
uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada;
-
Ao redor de 30% dos gastos da rede pública do SUS, do Estado de São
Paulo, estão relacionados com doenças provenientes do tabaco.
-
Dez mil pessoas morrem ao dia; 3,5 milhões no ano, em conseqüência
das 25 doenças provocadas pelo cigarro;
-
No Brasil, entre 80 e 100 mil pessoas morrem pôr ano;
-
No Brasil, 1/3 da população adulta fuma: 11,2 milhões de
mulheres e 16,7 de homens;
-
No Brasil, 7,9% dos jovens fumam regularmente. O pior é que 18,6%
consomem bebidas alcóolicas;
-
O Brasil é o 4o produtor mundial de tabaco. Perde para
a China, Estados Unidos e Índia;
-
O Brasil é o 6o maior mercado de cigarros do mundo;
-
90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina entre 15 e 19 anos
de idade. Existem 2,4 milhões de fumantes nessa faixa etária;
-
60% dos filhos de fumantes são propensos ao tóxico;
-
Comparando-se com aqueles que nunca fumaram, o risco de contraírem
câncer na boca, garganta, faringe e laringe, etc. é de: 8 vezes
para os que fumam e de 4 vezes para os que ingerem álcool. Para
os que associam tabagismo ao álcool, este risco se potencializa a
150 vezes.
Doenças
e males provocados pelo tabagismo e seus percentuais:
-
90% dos fumantes sofrem de tosse ou pigarro;
-
95% das mortes por câncer nos pulmões;
-
30% dos casos de câncer nos lábios, boca, faringe, esôfago, pâncreas,
bexiga e rins;
-
80% dos casos de câncer na laringe e 20% no útero;
-
80% das doenças de bronquiolite, bronquite crônica, aneurismas e
efisema pulmonar;
-
30% dos enfarte do coração; anginas e doenças cardiovasculares.
Os cigarros
com baixo teor de alcatrão e nicotina são mais nocivos à saúde
que os comuns, porque para ingerir a mesma quantidade de nicotina
(que a dependência química solicita) é necessário que se dê
tragadas mais intensas e profundas, provocando a ingestão de
maiores quantidades de substâncias tóxicas.
Com isto, cresce o risco de enfarte do coração, efisema
pulmonar e as demais conseqüências.
3
) AS SUBSTÂNCIAS QUE CONSTITUEM A FUMAÇA DO CIGARRO
Além da nicotina, que é a causadora da dependência química,
foram encontradas mais de 4.700 substâncias tóxicas na fumaça
do cigarro.
Elas são originárias dos próprios ingredientes do
cigarro, mais os produtos químicos utilizados, desde o plantio até
a industrialização do tabaco e da combinação dos mesmos quando
da combustão, ao acendê-lo.
Essas substâncias serão absorvidas, pelo fumante ativo,
ao tragar a fumaça e, pelo fumante passivo, ao respirar o ar poluído
nos ambientes em que se fuma.
Dentre
outras, destacamos as seguintes:
-
Bióxido e monóxido de carbono; amônia; aldeídos; são gases tóxicos
que causam a má oxigenação do cérebro, do coração, dos músculos
e em todo o organismo;
-
Alcatrão; chumbo; polônio 210; arsênio; DDT; níquel; cádmio;
são agentes tóxicos e cancerígenos;
-
Corantes, fertilizantes e agrotóxicos; ácidos acético, benzóico
e fórmico; ...
-
Amônia: segundo informações do INCA, os cigarros produzidos no
Brasil contém esta substância, que faz aumentar a liberação da
nicotina livre, causadora da sensação de bem estar.
Consequentemente, há maior absorção da nicotina pelo organismo,
aumentando o grau de viciação.
4)
ALGUNS BENEFÍCIOS IMEDIATOS APÓS O ÚLTIMO CIGARRO FUMADO
Muitos fumantes ativos expressam o conceito de que não
param de fumar, porque já o fazem há muitos anos e, por isto, o
mal que poderiam causar a si mesmos, já o causaram.
Este conceito é equivocado, pois, então, vejamos:
A regeneração do organismo é natural; células, tecidos
e órgãos podem se regenerar e voltarem a funcionar como se nunca
tivessem sofrido qualquer agressão tabágica.
Contudo, existem danos irreversíveis como efisema
pulmonar, câncer, aneurismas, enfartes, etc.. Nestes casos, será
imprescindível ter paciência e resignação para suportar e
conviver com estas enfermidades, tornando a sua vida melhor, em
função de uma nova postura com relação ao vício.
Lembre-se de que a sua felicidade depende da maneira como
vive a vida e como enfrenta as dificuldades que ela nos apresenta,
sempre.
Então, ao parar de fumar, o que for possível será
regenerado pelo organismo e não mais intoxicará os órgãos que
ainda estão preservados ou com possibilidades de recuperar-se.
Portanto, nunca será tarde para parar de fumar.
Veja alguns dos benefícios imediatos após o último
cigarro:
-
A pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal após
20 minutos sem fumar;
-
Depois de duas horas sem fumar, a nicotina não circula
mais no sangue e, após oito horas, o nível de oxigênio no
sangue se normaliza, melhorando a circulação sangüínea,
respiratória e o organismo em geral;
-
Em função da melhor oxigenação do sangue, sua pele
deixará de ser azulada;
-
Em poucos dias, o fumante sentirá o paladar, o olfato, a
respiração e o estado geral melhorados;
-
A tosse e o pigarro, a congestão nasal e a fadiga serão
de leve intensidade em poucas semanas;
-
As células ciliares, retornam ao seu funcionamento,
diminuindo os riscos de doenças respiratórias e procedendo a
limpeza dos pulmões;
-
Depois do primeiro ano, reduz-se em 50% a probabilidade de
contrair doenças relativas ao tabagismo e, após 10 anos sem
fumar, a probabilidade estará próxima dos que nunca fumaram;
-
O ambiente em que estiver, não sofrerá mais da poluição
provocada pela fumaça do cigarro;
-
Os seus familiares não mais serão fumantes passivos;
-
A satisfação íntima que você sentirá por iniciar esta
luta, o surpreenderá; etc.
5)
NIVEL DE NICOTINA NO SANGUE
Eis
as questões:
Você
sabe porque fuma?
Você
sabe como funcionam os seus pulmões ao ingerir a fumaça?
Você
conhece a reação das suas células nervosas com a nicotina?
Você
sabe porque não consegue parar de fumar?
Você
sabe que existe um regulador da quantidade de nicotina no sangue,
que poderemos chamar de 'nível de nicotina', e que exerce influência
na sua vontade de fumar?
Você
sabe que pode deixar de fumar administrando este nível?
Como
você pretende parar de fumar sem antes conhecer os recursos para
tal fim?
Pois
bem!
É
preciso conhecer os meandros do vício, para combatê-lo; conhecer
a sua essência, distinguir os fatores viciantes dos fatores
condicionados; é preciso conscientizar-se.
Este
método fará com que você de um fumante impulsivo, que é,
aprenda a ser um fumante controlado e, finalmente, um ex-fumante.
Para
que isto aconteça, é necessário um método que lhe ensine como
agir e reagir diante da vontade de fumar.
MEPAM-
Método Paulatino por Autocontrole Mental,
lhe
proporcionará todas as condições
para esta finalidade.
Considerações
sobre o nível de nicotina no sangue
Se
pudéssemos medir a quantidade de nicotina no sangue através de
um nível, faríamos uma escala de zero a 30, onde no zero
estariam os não fumantes e no 30 estariam os fumantes de grandes
quantidades (um maço para mais), e entre eles os demais.
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